Mãos de Luz | Clínica de Terapias Naturais e Escola de Formação Terapeutica

CRISE EXISTENCIAL & DEPRESSÃO EXISTENCIAL

CRISE EXISTENCIAL & DEPRESSÃO EXISTENCIAL

A CRISE EXISTENCIAL é considerada por muitos uma consequência direta da depressão.
Peter Wessel Zapffe, um filósofo norueguês, deu quatro formas possíveis de lidar com uma crise, acreditando que todos os seres auto-conscientes as usam para lidar com a compreensão da indiferença e absurdismo da existência: "ancoragem", "isolação", "distração", e "sublimação":
*Ancoragem é a "fixação de pontos dentro ou a construção de barreiras ao redor do espírito combatente líquido da consciência". O mecanismo de ancoragem fornece aos indivíduos um valor ou um ideal que lhes permite focar a sua atenção em uma forma consistente. Zapffe também aplicou o princípio de ancoragem para a sociedade, e afirmou "Deus, a Igreja, o Estado, moralidade, destino, as leis da vida, o povo, o futuro" são todos exemplos primitivos e coletivos de firmamentos de ancoragem.
*Isolação é "um desligamento totalmente arbitrário de todos os pensamentos e sentimentos destrutivos e perturbadores da consciência".
*Distração foca toda a energia de alguém numa tarefa ou ideia para prevenir que a mente se feche em si mesma.
*Sublimação é a reorientação de energia de pontos negativos, para os positivos. O indivíduo distância-se e olha para sua existência a partir de um ponto de vista estético.
Uma crise existencial pode resultar de, ser confundida com, ou ocorrer junto com:
Depressão
Isolamento prolongado
Insatisfação com a própria vida
O sentimento de estar sozinho e isolado no mundo;
Uma nova compreensão ou apreciação da própria existência, talvez após o diagnóstico de um importante problema de saúde, tal como uma doença terminal; sua ou de allgum ente querido.
Crença de que a vida não possui um propósito ou sentido;
Procura pelo sentido da vida;
Perda do sentido da realidade, ou de como o mundo é;
Uma experiência extremamente agradável ou dolorosa;
Perceber que o Universo é mais complexo, misterioso, maior e além do conhecimento humano;
Uma crise existencial é frequentemente provocada por um evento importante na vida de uma pessoa — trauma psicológico, grande perda, um novo parceiro amoroso, filhos adultos saindo de casa, atingindo uma idade pessoalmente importante (completando 16 anos, completando 40 anos etc.) etc. Geralmente, leva a de introspecção, a análise e percepção da própria existência, revelando, assim, a repressão psicológica de tal consciência.
Uma crise existencial pode assemelhar-se a anomia (uma condição pessoal resultante da falta de normas) ou uma crise da meia-idade. Pode também decorrer de uma nova percepção da vida e existência.
Além da comum “Crise Existencial” temos também a Depressão Existencial.
Depressão manifesta-se em vários níveis, sendo a existencialidade um deles. No entanto, estar deprimido existencialmente (leia-se “em espírito”) é muito mais profundo do que as evidentes facetas de depressão psicológica. Ao contrário de depressão geral que exige uma situação da vida crítica como a morte de um ente querido, a falência total, o deslocamento físico devido a um desastre natural e etc, para desencadear o transtorno de humor, no entanto, não existem tais requisitos para depressão existencial.
Pelo contrário, crise existencial nasce da simples constatação de que os dias de nossas vidas são finitos, e um dia todos nós somos obrigados a morrer e sumir. Depressão Existencial é mais facilmente vista em intelectuais e crianças superdotadas e, portanto, por vezes referida como o “desânimo dos ricos”. Indivíduos talentosos em algum momento começam a questionar as suas realizações e objetivos de vida, e veem-se à deriva inutilmente através de uma existência sem sentido. Este processo de pensamento não fundamentado é o que os leva a depressão existencial.
O que causa depressão existencial?
Perfeccionismo neurótico: Para os perfeccionistas neuróticos, a sua principal motivação depende de evitar o fracasso, e portanto, até mesmo uma menor quantidade de críticas ou obstáculos pode desencadear episódios depressivos.
Extrema sensibilidade: Você não é uma pessoa sensivel e mesmo que eu disse, não aceitaria isso. Mas, mesmo que não aceite, porque “seu cérebros foi programado para pensar em termos de lógica, precisão” e assim por diante, e a emoção fica no final da lista. No entanto, quando começam a experimentar as emoções relacionadas com, por exemplo, o sucesso e o fracasso, seu excesso de sensibilidade manifesta-se e direciona-os a entrar em depressão.
Tratamento: Terapia da conversa e técnicas comportamentais cognitivas são especialmente eficazes no tratamento de casos de depressão existencial. Outras opções terapêuticas eficientes Gestalt Terapía e terapia existencial. ( Medicação raramente resolve o problema, mas pode ser útil se combinada com psicoterapia).
Depressão - Terapia Cognitiva
O objetivo principal é detectar e alterar atitudes que restringem as atividades sociais, de lazer, profissionais e melhorando assim sua qualidade de vida, contribuindo para que o paciente desenvolva um maior sentimento de autoconfiança e independência para lidar com situações adversas de seu cotidiano, resultando em considerável aumento da auto-estima. 
Através de pesquisas (Aaron T. Beck – 1961,1963 e Beck - 1976,1979) houve a constatação de que as experiências pessoais nos levam a formar pressupostos sobre nós mesmos e sobre o mundo. Tais pressupostos compõem nosso sistema de crenças que determinam o sentido que damos às ocorrências de nossa vida atual. Formam-se então os chamados pensamentos automáticos, que invadem a mente da pessoa, em geral associados à emoções desagradáveis. Estes pensamentos interferem nas interpretações de experiências atuais, previsões sobre eventos futuros, ou lembranças de fatos passados.
Uma crença é um padrão extremamente estável e persistente que se desenvolve na infância e segue em elaboração durante a vida de uma pessoa. Nós percebemos o mundo através de nossas crenças.
Crenças são cognições importantes em relação a nós mesmos e ao ambiente que aceitamos sem questionamento. Elas se auto preservam e são muito resistentes a mudanças. Uma pessoa, quando criança desenvolve uma crença que a faz perceber-se incompetente, raramente desafia esta crença, mesmo quando adulta. A crença habitualmente não se modifica sem tratamento, mesmo um sucesso “esmagador” na vida de uma pessoa que acredita ser incompetente não é suficiente para rompe-lo. A pessoa está mergulhada no esquema. A crença luta por sua própria sobrevivência e com sucesso habitual. Mesmo que as crenças persistam, uma vez que estejam formadas, nem sempre o indivíduo tem percepção delas.
Habitualmente as crenças atuam de forma sutil, passam desapercebidas, mas quando são acionados por eventos explodem nossos pensamentos e emoções, que são dominados por elas. Nestes momentos é que as pessoas apresentam emoções extremamente negativas e pensamentos disfuncionais que podem apresentar os seguintes quadros:
Depressão - sintomas comuns
Perda de energia ou interesse.
Dificuldade de concentração.
Alterações do apetite e do sono.
Lentificação das atividades.
Sentimento de pesar ou fracasso.
Dificuldade de tomar decisões.
Dificuldade para iniciar tarefas.
Irritabilidade ou impaciência.
Inquietação.
Achar que não vale a pena viver.
Chorar à-toa ou Dificuldade para chorar.
Sensação de que nunca vai melhorar.
Dificuldade de terminar as coisas iniciadas.
Sentimento de pena de si mesmo.
Persistência de pensamentos negativos.
Sentimentos de culpa injustificáveis.
Boca ressecada, constipação, perda de peso e apetite, insônia, perda do desejo sexual
Como é a terapia
Esta terapia é um aprendizado a seu próprio respeito, sobre você e o funcionamento de sua mente, e pode proporcionar estratégias para o equilíbrio interno.
Inicialmente, o terapeuta trabalha no sentido de devolver ao paciente a flexibilidade através da análise de suas cognições, a fim de promover mudanças nas emoções e comportamentos.
A readaptação dos pensamentos automáticos e das crenças disfuncionais provoca mudanças positivas nas emoções e no comportamento. Ao longo do processo terapêutico, atua diretamente sobre o sistema de esquemas e crenças do paciente promovendo sua reestruturação. Objetiva não apenas a solução dos problemas imediatos do paciente, mas através da reestruturação cognitiva busca dotá-lo de um novo conjunto de técnicas e estratégias a fim de capacitá-lo, a partir daí, a processar e responder de forma funcional, concorrendo para a realização de suas metas. Há uma relação colaborativa entre o terapeuta cognitivo e o paciente, na qual ambos têm um papel ativo ao longo do processo psicoterápico. A Terapia Cognitiva pode promover correções, readaptando os sentimentos e atitudes.
Por: Dirceu Kommers - Pesquisa-Fonte: Internet